Deleuze fala-nos de um trabalho, do «esforço que a Figura exerce sobre si própria», de cada vez dissipando em si o refúgio auto-indulgente de uma pátria disponível, privada ou pública. A Figura escapa. O seu esforço, a sua coragem, é aceitar fugir. «É preciso avançar até aí para que reine uma Justiça», diz o filósofo, que não é «senão um Saara», as distâncias, por percorrer sempre, de um deserto em nós. A Figura quer o deserto, o regimento de uma «catástrofe» (é a palavra de Deleuze), através da qual renuncia a um elemento representável, probabilístico de si mesma, em nome de uma unidade cósmica de medida. Esta renúncia não é apenas a reverberação vital de um apelo do tempo, o responso, dir-se-ia, o compromisso mimético, quase-litúrgico da Figura com a passagem do tempo, mas, também, o seu destino democrático. excerto da contracapa, Diogo Nóbrega.
DELEUZE E A PERVERSÃO DEMOCRÁTICA – FIGURA I — Diogo Nóbrega
€14.00
DELEUZE E A PERVERSÃO DEMOCRÁTICA – FIGURA I
AUTHOR: Diogo Nóbrega
PUBLISHER: Documenta, 2025
LANGUAGE: Portuguese
SIZE: 205 mm x 145 mm
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